segunda-feira, 5 de agosto de 2013

EU, DEUS E O PAPA.


A minha religiosidade não está em questão e 
muito menos a minha fé.  Mesmo assim eu quero acreditar no seu deus ou no deus de qualquer um sem a necessidade de espalhar tal fato por aí, até porque, a minha opinião ou o meu modo de viver a vida não melhoraria o mundo em nada e muito menos me faria excelente ou pior do que alguém.
Essa lição a mim foi dada com a presença do papa no Brasil. Durante todo o tempo em que esteve aqui não  falou mais ou menos em Deus e em Jesus do que os frequentadores da igreja que vivem tomando o santo nome do senhor em vão. 
E o fez sem pieguice. 
Ao pontífice importava tão somente um mundo justo e solidário. Talvez a cama do avarento que more num castelo não descanse tanto, como os jornais descansam o mendigo que divide a pequena marquise.
Ninguém passa impune com a ostentação. 
E o papa nos deu essa lição, mesmo que para mim não fosse importante saber de qual religião é soberano. O importante, no entanto, é a mensagem e o exemplo que nos passou.
Quem doa ou divide prova que se importa com o próximo. Não vamos tirar a importância dos que doam tudo para viver como os que nada têm. Importa bastante, mas o que dizer dos que dividem a marmita com quem não  tem o que comer? 
É necessário que se tenha um deus para acreditar. É preciso que se tenha fé para que se possa crer em si e nas probabilidades. Para se acreditar na cura dos males e na vida que nos foi dada.

- Esta foi a mensagem do chefe da igreja ao povo de todos os credos e todas as raças e que também é a minha, mesmo não tendo exemplos com os quais 
eu possa me envaidecer. (Foto da Internet)