quarta-feira, 3 de julho de 2013

OLHOS DA ESPERANÇA.

   
      Quanta coisa aconteceu depois da criação do mundo. Animais, como os dinossauros, surgiram e desapareceram sem que nos responsabilizassem pelo extermínio. Belíssimas árvores das quais só temos notícias e que também não fomos quem as derrubaram.
 Homens com jeito e cara de macaco, que com o passar do tempo se transformaram naquele que nos deu origem.  Plantas se abrindo em flor antes do nascer do sol que aproveitava para banhar a cor alaranjada no verde azulado do mar sereno.  Mar que criou os seus limites dentro do tempo.  Tempo que envelheceu o vinho e os nossos avós, amadurece o fruto, cria hábitos e costumes e se permite dividir  em estações dando a cada uma um motivo de louvor e de festa.  Janeiro, fevereiro e março; ano novo, férias escolares e carnaval. Abril, maio e Junho; dia da mentira, dia das mães, da copa das confederações ou do mundo, jogos olímpicos e festa junina. Em julho, mais precisamente no dia 3, hoje, a igreja bate o sino convocando seus fies antes das seis da manhã para cantar hino em louvor a São Tomé, discípulos que Jesus escolheu para apóstolo sem se importar com o ceticismo do escolhido.
Eu, que também não cria, agora tenho certeza. Certeza de que você tomou o dia de hoje como seu. Talvez por ser ele o dia da verdade. Dia de ver para se crer. Dia de festa no mundo, não para devotar o santo, mas pelo misticismo e suas consequências. Dia do nascimento de quem sabe por que e para que veio. Dia da bondade consagrada, da beleza resplandecente e do amor que desenvolveu  no peito da mulher, da mãe, da amiga e você, doce e sincera, distribui, talvez para alguns que nem mereçam, como deve ser meu caso. Deus, no entanto, me fez predestinado e feiticeiro, por isso hipnotizo no verde lindo dos seus olhos a certeza  de ser quem você esperava, ser seu bônus, seu escravo, seu ônus ou seu rei.
Feliz aniversário, meu amor.
Minha vida sem você é nada, mas com você sou quase tudo.