sábado, 22 de junho de 2013

TUDO OU QUASE NADA A DECLA-RAR...

          Hoje eu não vou falar do pranto japonês, do enternecimento que o Taiti causou na gente, mesmo sabendo que ele era a única seleção que não temia a Espanha, pelo contrário, estava feliz e honrada por conquistar essa possibilidade.  Não vou elogiar as façanhas do nosso camisa 10 e não
  exaltarei o mérito de uma das primeiras  alunas de um dos colégios que mais exigem da criança na cidade de Nova Friburgo, no interior do Estado do Rio e que me deu a honra de ver e ouvir  seu comentário sobre o jogo da seleção verde e amarela ao lado dela, sábado passado. 
-Aquele momento, inclusive, foi o mais florido da minha vida. 
        Também não vou reclamar da barulhenta passeata despertando o Brasil que dormia no seu berço esplêndido  nesses  primeiros 500 anos para arregaçar as mangas do pijama e ir à luta em busca de melhores dias para esse povo ordeiro, até então.
      Durante toda a minha vida eu vivi na dúvida se o Brasil era um país que preservava a paz ou um país omisso. 
Em 1964 quando os líderes civis e militares conservadores derrubaram o presidente João Goulart, eu acreditava que uma guerra civil fosse se instalar, porém o povo que a tudo assistia não deu o seu pitaco, mas  não deixou de ver que nenhuma gota do seu sangue manchou o colorido da nossa bandeira. Essa história foi contada e vendida para o mundo que pasmo, fingiu acreditar que o Brasil fosse um símbolo de ordem e de progresso, de paz e de trabalho,  quando na verdade sabia que não se tratava de um povo ordeiro, mas que talvez fôssemos omissos cidadãos. Hoje, os netos daqueles contadores de histórias deixam de lado a bandeira da dúvida que simboliza o cordeirismo e vão  às ruas gritando pelos seus direitos, os direitos de quem aposta na melhoria de um país que jamais tivemos.   
- Os governantes e seus aliados estão a postos. Farão de tudo para equilibrar o mastro evitando que o barco aderne, 
por mais forte que ventar o vento.  (Foto da Internet)