quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

É NATAL!

Hoje é dia de natal. 
Há dois mil anos ele se desligava da placenta numa despedida que jamais aconteceu.  E nós, durante séculos afim, nascemos, crescemos e vivemos em seu nome para brindar o nascimento de quem ora nos curva de joelhos.
Em seu nome e em nome de todas as pessoas de boa e de má vontade eu lhe digo parabéns em oração.
O presente, no entanto é meu. É nosso, e seria vosso se a gente que ficou aqui não precisasse tanto.
Feliz natal e um maravilhoso ano novo a todos que se tornaram pacientes dos meus textos.(Foto da Internet).

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

NO ANO QUE VEM...

Este ano nós gastamos mais com a casa, com a escola e 
principalmente com os passeios comparado aos anos anteriores sem que o fato alterasse as nossas vidas.
A exemplo disso é que em todos os finais de semana ou quase todos viajamos à outras cidades para almoçar, para ver um filme ou até para tomar um cappuccino em Petrópolis ou um sorvete em Guapi aos pés da serra de Teresópolis no Rio de Janeiro. Sorveteria simples, mas aconchegante. A variedade de sabores, a porção sempre bem servida, o preço justo e o atendimento são o que nos levam tão distante. 
Este ano, portanto, foi muito bom e tudo o que aconteceu no passar dos dias foi singular. Cumprimos a jornada com o espírito de quem sabe que recebeu muito em relação ao que foi feito para merecer.  Talvez no próximo ano, que em poucos dias tomará conta das nossas correrias, as coisas possam melhorar ou, senão, que sejam iguais as que guardarei com carinho nas minhas lembranças.  De qualquer forma, aconteça o que acontecer, estarei pronto para assumir como meus os prováveis erros, mas não deixarei de exultar a cada gol que a gente faça no decorrer dessa partida. 
Todos os presentes de natal repousam ao pé da árvore em nossa sala, bastando tão somente acrescentar, no cartão apenso, o nome de quem fez por merecê-lo. E a você, leitor e leitora amiga de tantos momentos.  Vou erguer meu copo e brindá-los com uma dose de uísque, confiável, é claro, por sua presença na leitura dos meus textos sem que, em momento algum, tivesse reclamado das minhas falhas ou do pouco esclarecimento que a minha escrita tenha feito. Esse brinde é para você que gentil se deixou amar por um cara que apesar de distante, faz questão de dividir o amor incomensurável que traz consigo.
Feliz Natal e um Ano novo melhor ainda, meus doces e gentis colegas, amigos e companheiros.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

ANO VELHO, ADEUS!



Estamos no final do mês de dezembro e dentro de poucas 
horas um novo ano surgirá repleto de esperança e novidades.  Nada contra o ano em curso, mas não tenho como evitar 2014 que desponta na curva, não muito distante, da estrada se instalando no calendário de nossas vidas. Só que nesse exato momento estou mais preocupado em controlar a quantidade de riscos que um certo amigo toma do meu doze anos. Talvez eu não devesse ligar para essa bobagem, como a mulher dele chama o meu uísque, mas ela e certamente só ela sabe o quanto me custou ganhar aquela preciosidade.  No aniversário do irmão da minha mulher eu escolhi, entre outras bebidas,  um White Horse e foi com ele que bebi a festa.  Na hora de ir embora, não sei se pela cara que eu teria feito ou por delicadeza do aniversariante, fui aconselhado a levar à casa o que sobrou no litro em meu poder.   
Mas voltando à vaca fria;
esse ano que ora finda foi um bom ano, provavelmente, melhor que os outros. Talvez por ele ainda estar em curso enquanto os anteriores há muito se perderam das minhas lembranças. Mas num todo, o ano foi bom. Até foi razoável em alguns momentos, mas excitante em muitos outros. 
Distante daqui, mas não muito,  já ouço  o espocar dos fogos, a farra da garotada, as orações de minha mãe e o sorriso abençoado da mulher que amo enquanto brilha  nos meus olhos a esperança que reflete dos da minha filha.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

PALHAÇADA.


               O verdadeiro palhaço não precisa se vestir  com roupas 
coloridas ou pintar de alegria a cara. 
O riso que nem sempre ascende aos lábios cuja boca diz o nome da mulher que ama, dita respeito aos filhos e da fome que o aflige quando está  desempregado ou a plateia fica ausente é, em cada espetáculo, a sua ferramenta de trabalho. 
Palhaço não deve choramingar se sorrir é o seu ofício. Palhaço que erra, mas acerta quando reconhece que errar é engraçado. Que viaja à outras terras em busca do sustento e chora às escondidas a cada não. Que baixa a cabeça se está triste e mesmo sem saber 
faz rir ao ser reconhecido no caminho aonde passa. 
Palhaço que ama com facilidade, mas se sentir amado só com muito empenho.  A gente não ama um palhaço pela pessoa que existe nele, mas pelo que ele consegue causar na gente.  Palhaço não fala sério, mas se acerca da verdade se quiser pagar as próprias contas, criar e educar seus filhos e convencer que ama uma 
mulher sem que ela dê risadas.
O palhaço não é obra do homem, mas do eterno grafiteiro que picha na alma da gente os doces momentos que a gente leva.
Eu jamais daria vivas ao palhaço pelas cambalhotas, pelo carpado duplo sem rede ou pelos risos que ele causa, mas pela esperança refletida nos olhos da  criança e a saudade que escorre em lágrimas na face dos mais velhos. Nesses momentos, sim,  eu me vejo de pé batendo palmas.
(Imagem cedida por Irmãos kyoskys)

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

VOU ABRIR A BOCA, MAS NÃO PARA COMER.

Eu ainda vou bolar uma pauta e me enfurnar 
  com o meu gravador para registrar os momentos mais 
confusos da sociedade em que vivemos. 
Na lista constarão certos elementos da política, times de futebol, principalmente o meu Flamengo tão querido, sem me esquecer do Vasco e do Fluminense na segunda divisão, ou não. Quero falar sobre as redes sociais, sobre as dietas de emagrecimento, sobre pessoas que dão palpite na vida dos outros esquecendo a sua e principalmente das religiões se devemos tê-las ou não, e se devemos, o que elas teriam para nos dar se a fé ajuda aquele que a tem e não aquele para quem rezamos. Toda vez que alguém reza para outra pessoa eu não sei se a outra fica boa, mas quem rezou melhorou em muito. A oração traz paz, melhora a respiração e o fluxo sanguíneo de quem reza. É como se o cara fizesse Yoga, diria 
o velho Palhaço Poeta.
Com relação aos políticos eu jamais diria que Genuíno fala para os melhores cardiologistas que o acompanham que está às portas da morte com uma pressãozinha igual a que acomete o trabalhador que paga os altos salários dessa turma e não se queixa. Também não gostaria, mas preciso falar nos clubes que não pagam os seus jogadores que por acaso e não por represália deixam a galinha dos ovos de ouro dos cartolas descer para a segunda divisão. Outros acordam a tempo de salvar o barco que faz água, como o Flamengo, que foi quase rebaixado, mas voltou campeão em outra competição. A ponte preta, fazendo o que pode, já tirou a cabeça fora d'água, mesmo tendo perdido parte do rabo. Quanto as redes sociais sabemos que todos os dias surge uma nova. Começa bem, como o Orkut durante alguns bons anos, depois vem aqueles malas para deturpar a coisa e levá-la para onde foi.  Assim vai o Facebook, o Blog e quem sabe o Instagram?  
Quanto a alimentação, aqui em casa o glúten não tem vez. Tudo é feito sem trigo ou se manipula a massa com genérico da farinha, como no caso do macarrão, dos pasteis,
dos bolos e afins. Todos nós estamos secos, na pele, no osso
e na disposição o que contraria aqueles que dizem que magro não tem saúde, ereção ou disposição para o trabalho.

domingo, 1 de dezembro de 2013

ATÉ PARECE, MAS NÃO É...

De vez em quando aparece um político dizendo que 
o governo está acabando com a pobreza no Brasil. Acontece que esses mesmos caras de pau se esquecem da meninada que vence na vida jogando bola, fazendo funk e pagode, atuando em teatro, novela e filmes ou entram para a política como muitos que não tinham aonde cair mortos e acabaram ricos e famosos.  Essas figuras que se tornaram famosas não compram uma casa ou um apartamento para morar com a família dos seus pais e com a que ora acaba de formar, mas um quarteirão ou o prédio inteiro e para cuidar do patrimônio, faz questão de empregar parentes ou os amigos de infância mais chegados para os quais paga salário que muda a sua vida e os tira da miséria em que viveram. Outros desportistas, como lutadores de boxe, de MMA, ginástica olímpica, natação etc, que vieram da favela ou dos lugares que o próprio governo não sabia existir, também mudam a história do país. Pelo menos é o que tenho visto na imprensa. Fora os políticos que eu não sei aonde guardam o dinheiro, essa gente transforma e dá credibilidade ao lugar onde nasceram e se criaram. Essa garotada, através de sua história e de bons conselhos, cria e dá oportunidade aos seus iguais. Faz creches, escolinhas de arte, futebol e diversas ONGs para depois ficar sabendo que o governo acaba com a fome e a miséria dando aos 50 milhões de inscritos no programa uma ajuda de 66 reais. Isso se as minhas contas estiverem certas, pois o governo diz que repassa 3 bilhões e trezentos milhões de reais para 50 milhões de beneficiários do bolsa família.
-Eu acho que a minha fala pouco importa, mas é comovente ver o garçom receber gorjeta em agradecimento  pela boa comida enquanto o cozinheiro, de barriga quente, ouve ao longe os 
aplausos que seriam seus.(Foto da Internet)

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

PALAVRAS DO SENHOR...

Dizem que Ele criou o céu e a terra em 7 dias para descansar logo depois.  Já eu criei em 7 anos uma família e nem me dei por isso, até pelo contrário, passei a trabalhar dobrado na intenção de dar à ela o que um chefe de família sabe que precisa.  E como toda a riqueza do mundo não paga o amor que eu tenho pela minha turma, nem tão cedo vou pensar em descansar, pois entre todos os carinhos que eu quero dar a ela ainda tenho muito futebol para jogar com um e muita amarelinha para pular com outra. Eu sei que em momento algum misturei a tinta para ajudar a criar o céu e muito menos carreguei carrinhos de terra na construção do mundo, mas não vou dispensar a ajuda se ele quiser me dar. Não precisa pegar no pesado, basta que dê saúde para mim e minha trupe. Um bom emprego para os que vivem sob o meu teto e parceiros fieis, como os que tenho, para cada um. Só isso basta para esse cara que é tentado a sair da linha, mas descarrilar a vida eu não vou. Até posso, mas não quero, pois eu tenho exemplos no meu pai e vou segui-los. Quero deixar minhas pegadas na vida dos meus filhos, como o velho deixou na minha e não perdi nada com isso, até pelo contrário; 
ganhei...

terça-feira, 26 de novembro de 2013

AINDA CHORAM OS MEUS OLHOS.




Não adianta o tempo passar, a vida explicar ou um esporádico sorriso tomar conta do meu rosto se a felicidade que nos unia se virou de costas quando da gente te cansaste.
Será que eram verdadeiros os abraços que me davas quando eu, sorrindo, te entregava flores dizendo que te amava? Não sei, talvez, mas só que não.
Tu fostes um dos melhores amores que eu tive, já que davas aos que eu a ti apresentava o mesmo tratamento que me dispensavas. 
Enquanto  brincavas nos momentos de agonia, das tristezas e das verdades, tu sofrias, mesmo assim nos confortavas. Em tempo algum, porém,  deixaste de ser meu parente ou meu amigo inspirador.
Finalmente vou deixar-te em paz, mas não sem antes te dizer que não vou te perdoar pela covardia de dizer   que tudo estava bem e  que nem a morte tiraria a tua alegria para em seguida, sem dizer adeus, bater as asas e ir pro céu.
Agora eu vou te deixar descansar em paz.  
Vá, e até breve. 
Não muito breve, porque mesmo que eu tenha te amado muito,  eu não teria a mesma coragem de deixar chorando aqueles que por mim sorriem.

sábado, 23 de novembro de 2013

QUANDO SE TEM AS RESPOSTAS A VIDA NADA NOS PERGUNTA NADA.

Pare e limpe as lentes.  Olhe a natureza com olhar de
 lince, sorria,  comente. Pergunte ou fale sozinho sobre aquilo que vê ou acha que conhece. 
Dê bom-dia ao dia antes que escureça. 
Tente lembrar o nome de alguém que pediu a sua ajuda e por falta de tempo ou de parar para pensar você não entendeu. Tente lembrar o dia que você chorou. Um momento no passado distante quando alguém, mesmo sem se dar conta do que fazia, tirou você no nada e lhe deu o nome do qual se honra.  Ria da vida se tiver motivos ou escarneça se não tiver, mas não se esconda quando tiver medo, porque chorando o medo passa ou dele você esquece.  Viva a vida intensamente da maneira que souber. Lamba os lados, adormeça de frio a língua se ela dança em torno dos pingos para não perdê-los, e se não souber do que eu trato, lamba de vagar a vida, pelo meio, pelas pontas. Passe o órgão pelas bordas,  pelos lados e lembre-se de não jogar fora a casquinha que de tudo é o melhor bocado.  
Sinta o frescor das manhãs com os cabelos expostos ao vento, mas  viva sem pressa, lambendo o adocicado que sobra das madrugadas, já que o tempo provoca tontura com o giro que faz girar a vida. Tire folga por um dia, duas ou três vezes por semana. Pegue os “velhos”, as crianças e saia, vá à praia, corra na areia ou suba à serra para orvalhar a alma.  Só não se deixe ficar aonde o cansaço e as obrigações o abracem a cada momento, cada vez mais forte.
Hoje eu me lembrei que há pouco tempo eu disse adeus a um amigo e por isso fiquei sem fome, fiquei sem sono, mas fiquei com medo. 

Eu me recordo que esse amigo nunca foi à praia, não saía com as crianças, enquanto os seus velhos viveram e morreram na distância, não naquela das lembranças, mas longe no interior de um outro estado. 
Ele era o irmão mais “moço” da minha mãe, que se trancou no compromisso do trabalho e da formação dos filhos. Foi embora e levou consigo aquele olhar furtivo que entre poucos risos falava do amor que nutriu pela menina da serra, mulher do seu sobrinho o que muito me orgulhava.
Eu queria ter tido mais tempo, queria que ele não tivesse sido o amigo de tão poucas horas, como foi. Que tivesse tido a vida que todos merecemos, com trabalho, eu sei. Mas com tempo para os amigos e parentes que hoje choram num abraço que poderia ser de festa, mas é de tristeza pela falta que ele faz.
Não cursei uma faculdade que diplomasse o valor da perda e da saudade, por isso as palavras me fogem e nada mais eu saberia dizer.

- Descanse em paz, meu tio. Valeu o pouco tempo que tu tiveste para nós dois. Tempo enriquecido pelo carinho que tu tinhas pela moça dos olhos verdes e por sua filha que gostavam tanto quanto eu gosto de ti. 

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

AS PEQUENAS COISAS GRANDES.


Se a dor te espreme os olhos, curva o 
dorso e te  faz chorar não entenda esses momentos como desventura ou que a felicidade tenha terminado. Talvez, quem sabe, não se trata de um recado do destino  para que valorizes o que é teu, até as mínimas coisas para as quais tu não dás importância devem ter o seu valor respeitado por menor que sejam.  As vezes um esbarrão nos acorda do cochilo em que nos encontramos e em outras ocasiões é necessário, sim,  que a vida nos ponha em risco pois é desta forma que a grandeza das pequenas coisas pode ser observada tal qual as molas que mal se consegue ver  amortecem e amparam o gingar do mundo. E o que dizer da chuva tilintando no zincado do telhado em plena madrugada enquanto rastejam vidraça abaixo cada gota até que a chuva cesse? Assim tem sido a metade de nossas vidas enquanto a outra  passa desapercebida aos nossos olhos. A algazarra das crianças no recreio da escola ou um galo empertigado anunciando o sol nascente, por exemplo, também fogem à nossa percepção. 
Tais fatos, no parecer da pessoa rica, não significa tanto quanto uma feijoada transbordando um prato enquanto muitos choram a degradação da fome. Uma festa de formatura ou a viagem para o exterior é muito importantes para quem tem como pagar até que saiba que tais fatos não realizam da mesma maneira que o primeiro salário faz.  Quem sabe não sejam essas pequeninas coisas que estancam fazendo tremer a terra, assim como o grão da areia emperra a máquina e uma só lágrima comove o mundo?
Há de se pensar. Há de se valorizar o que cada um de melhor acha que tem.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

SÓ PARA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE MIM...



Escorre no corpo quente a água 
fria dissimulando aquele orgasmo proibido. 
Ele há muito a desejava e não podia. 
Ela, que o enfeitiçava do seu jeito, prometia e não cumpria. 
Esse jogo de pega e larga aumentava em muito o desejo que os arremetia um na intenção do outro.
Foi assim que ele, numa noite de chuva, freou, abruptamente o automóvel ao lado dela que, assustada nem se deu conta ao ser abduzida do ponto de ônibus, aonde estava, para o carro do rapaz. 
Ela fora  sequestrada pelos desejos  provocados e deles se viu refém.  Peça por peça do seu corpo, as roupas, ela viu cair,  enquanto as íntimas, as que emolduravam o vale e os relevos foram dela arrancadas , mordidas, degustadas pelos simétricos alvos dentes do amor.  Feito que expôs a grande e bela obra cujas peças escondiam.  Duas elevações  para uma bela vista  e um vale encantado de grama rasteira e macia protegendo a nascente que jorrava a cada desejo seu, mas que, neste momento, de secura mata-lhe a sede.  
Enquanto se permitia de pasto servir seu corpo a quem a possuía, tomou entre as mãos o quente e pulsante falo e o envolveu com o calor dos beijos.
A mão imprópria nas horas certas varria do pelo eriçado o arrepio provocado. Um entrelaçar de pernas, um grito de euforia ao mesmo tempo do regalo a que se entregavam por inteiro.  Um seio escapou-lhe ao controle  enquanto o outro era acariciado, beijado, sugado e por que não, mamado, sem tempo de terminar.   Gemidos de ais. Grunhidos de uis. Pranto prevendo o gozo. Riso nervoso e finalmente o soar dos clarins. Fogos clareando os céus e o dobrar dos sinos, revoada de pássaros na madrugada fria e chuvosa de um domingo de final de primavera que surgia.