quinta-feira, 30 de junho de 2011

EU SOU ASSIM PORQUE ASSIM EU TENHO SIDO.

Sempre que a vejo caminhar em minha direção eu sinto que o meu coração se atrapalha, e toda a vez em que o seu sorriso ri para os meus olhos, tenho ímpeto de felicidade. Eu jamais perguntaria à minha sorte se eu sou ou não merecedor de tanta felicidade.
Eu não nasci para contar histórias ou dizer versos. Não sou pessoa que reúna os amigos para uma roda de viola ou na praia dá saltos mortais para se fazer notar, não. Eu sou um cara simples. Simples de sonhos e de ideias. Simples no vestir, no comportamento e no tratar, mas extremamente exigente com amor. Qualquer sentimento que envolva a minha alma ou arfe o meu peito é por mim avaliado de forma bastante rigorosa, e se todos os quesitos favorecerem a um sentimento mais forte mesmo assim eu deixo para mais tarde o veredito derradeiro. Eu sei que o tempo está passando e que no seu passar eu vou deixando de ser o cara maleável que todos têm certeza. Estou, eu acho, me tornando um cara um pouco duro, principalmente quando o contato é com mulher bonita e gentil, simples e educada. Há algum tempo eu tenho baixado a guarda a todos e quaisquer tipos de abordagens. Estou sorrindo para novos sorrisos e respondendo aos olhares intrigantes. Foi assim que eu cheguei ao paraíso aonde debruço na saudade todas as minhas esperanças de saber que no começo deste caminhos os primeiros passos em minha direção ela já deu...

quarta-feira, 22 de junho de 2011

OUTRA VEZ, DE NOVO.

Fui questionado a reunir todos os meus textos do último ao primeiro escrito de antigamente quando descobriram que duas ou mais letras entre consoantes e vogais organizadas ao meu bel prazer queriam dizer alguma coisa. Eu que praticamente morava em uma bagunça aonde os papeis com letra escrita são guardados, tipo amontoado de maneira esparramada uns por sobre os outros, não encontrei dificuldades em atender ao que a mim foi sugerido. Tudo começou quando eu, na terceira série do primeiro grau participei de um concurso de desenho na escola. Tirei o segundo lugar, perdendo para o Waguinho que era um gênio na arte. O prêmio para os três primeiros colocado nada mais era senão o ingresso no Liceu de Artes e Ofícios aonde se aprendia a trabalhar com o papel inglês, com o fusam, fixador de enxofre com álcool e modelos vivos. Tudo o que eu aprendia me alucinava e as modelos, nuas, viravam a minha cabeça doentia que não via arte nos seus gestos, mas algo que incendiava o meu corpo e queimava os meus desejos. Eu, covarde, só admitia isso por escrito e a ninguém eu dava o direito de ficar sabendo. A partir daí os meus textos foram acontecendo de tal forma que encontrar lugar para guarda-los era uma barra. Escrevia alucinadamente e caso o computador não tivesse aparecido com os seus imensos arquivos e eu teria jogado fora uma boa parte do meu trabalho. Agora apareceu uma alma boa, talvez tão louca quanto eu, que pretende dar vida a minha história, tirando dela a poeira do tempo que a fez surda e até emudeceu. Enquanto a arte final não se fizer, vamos ler o quanto pudermos para que aprendamos a escrever, coisa que até hoje eu acho que não sei.

sábado, 18 de junho de 2011

CADÊ VOCÊ?

Um mês, um ano, uma história. Tudo no seu
tempo se resolve, só a felicidade não se faz
entre os minutos e as horas. Entre as dúvidas
e os desejos. Entre o desânimo e a espera.
Tenho tempo, mas o tempo não me tem.
Tenho desejos, curiosidades, babo de ódio e
gozo de esperança, mas, cadê você que não
se mostra e não floresce para amadurecer na
estação? Você que não cascateia, não deságua na foz dos meus olhos n
ão afunda, mas também não pisa o
ladrilho no fundo da piscina das minhas necessidades.
Eu sei que agora é tarde, mas quero ver a sua cara para calçar as luvas de
pelica e estapear a sua face com os meus beijos de
carinho e de um olhar repleto de malícia...

domingo, 12 de junho de 2011

QUEIXUMES...

Os dois textos anteriores curvaram as minhas costas como um pesado fardo de sal, mesmo assim não fiquei envergonhado com tamanha lassidão e muito menos me desonrou ter chorado a dor daquela gente. Só a certeza do carinho e do entendimento que os amigos, mesmo sendo uma boa parte virtual, tiveram comigo já valeu o pranto que os meus olhos não retiveram. Eu poderia dizer, sem resto de dúvida, que sou abençoado com bons e verdadeiros amigos e se assim não fosse a minha página estaria vazia de palavras solidárias.
Obrigado a vocês; a Maria, minha mãe. Ao meu pai que desmistificou o choro do homem e a Deus que me deu o apoio da família.
Seria redundante dizer que estas palavras nada mais são que um desabafo, outro soluço que de mim escapa. Com quem eu poderia ser tão honesto senão com vocês meus amigos e amores verdadeiros?

quarta-feira, 8 de junho de 2011

AINDA ESSA DROGA DE DROGA.

Todos os anos a Pátria convoca seus jovens para defender suas fronteiras, sua bandeira. São esses jovens de boa família, estudantes e ainda alinhavando sonhos que combatem as guerras que não provocaram. No final de cada combate voltam, quase todos, sequelados; mutilados ou sem juízo. Os outros descansam aonde sentiram cair seus corpos, em uma rasa sepultura. A história não tomou conhecimento de desertores e se algum fato desse aconteceu foi um ou outro caso isolado. Ninguém se acovardou na guerra que não provocaram. É por isso meu amigo que o fogo da esperança não se apagou, ainda arde. É por isso que a gente teima em não desistir, em não deixar que você se perca ou se entregue de corpo e pensamento a uma guerra que agora é nossa, mas é, principalmente sua. Lute, meu jovem, meu amigo ou verá chorar a sua filha, esposa, pais e amigos, não pela sua deserção, mas por sua morte. Eu sei que você conta com a gente, mas a gente precisa contar com você.
Força, cara! Mostre de quem você é filho...

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O JOGO DA MORTE.

Eu conheci um cara, isso faz algum tempo, que teve uma infância muito ligada a mim. Eu sabia cada passo que dava e nele eu espelharia a minha vida se criança fosse. O tempo passou e nele eu vi nascer o rapaz e depois o homem. Quando ele era menino eu pude ver a felicidade brilhar nos seus olhos quando entrou em um cinema pela primeira vez. A pipoca e o refrigerante não tinham tanta importância quanto aquela sala imensa aonde era possível sentir a fala do mocinho e os gritos do bandido ecoando em cada parede, na pele, dentro da gente. Eu tinha aquela euforia como se fosse minha porque foi exatamente assim que eu me senti quando pela primeira vez assisti um filme no cinema. Só as pipocas e os refris não eram permitidos. Fora dali o adolescente trabalhava a sua vida com os direitos que a ele eram conferidos. Jogava bola, estudava, fazia o que fosse a ele atribuído dentro de casa e acompanhava os pais e o irmão mais velho nos passeios que faziam.
O tempo passou e ele se enamorou de uma bela moça. Transaram sem compromisso, mas a transa rendeu a eles uma gravidez não desejada, mas logo curtida e muito amada. O tempo continuou atropelando os dias e com isso os anos passavam enquanto a filha se formava. A menina viu a degradação chegar como uma tsunami. A droga fez do seu pai refém e as consequências eram avassaladoras, para ela, a família, os pais dele e o irmão. Todos foram feridos de morte. Morte da vergonha, da honra e da esperança. O menino, agora homem, reuniu as poucas forças que lhe sobravam e gritou por socorro. Mesmo tendo sido baixo foi escutado por ouvidos bondosos de parentes e amigos que o levaram a uma clínica de recuperação. Seis meses depois ele volta com outra cara; limpo. O menino que corria feliz atrás da bola tem hoje um importante jogo contra o vício. Muitos dribles haverão de ser dados para continuar longe do perigo; cocaína, seu carrasco, seu bandido.