sábado, 4 de dezembro de 2010

E A MINHA MULHER CHOROU...

Desatou o nó dos meus braços, afastou o seu corpo do meu e aplaudiu o cerramento das cortinas. Era o último ato do amigo que descia à sepultura.
– Obrigada, resmungava ela, muito obrigada pelo tempo, mesmo que pouco, em que viveu comigo. Obrigada por sua alegria, seu jeito irreverente e o tradicional; TÔ BOA NÃO, HEIN! Com que nos brindava quando vinha a minha casa.
Entre uma lágrima e outra sussurrava junto ao meu peito como que com ele, em alma, conversasse. Era um choro miúdo, um choro raro de verdade, de amor.
Você, minha criança, a ela eu digo agora, foi a mais sincera das que tiveram o privilégio de ser amada e respeitada por alguém que pintava de mulher a cara, vestia de cores o corpo, mas amava até que mudasse o mundo ou que perdesse a vida.
silvioafonso

7 comentários:

  1. ...quanta sensibilidade, my God!

    nesta imensa 'blogoloucura'
    você se destaca com nota
    1000000000000000000000"

    parabéns, alma linda!

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  2. Silvio,
    faço minhas as palavras da Vivian. Que essa dor que agora invade o peito, amanhã lhe traga apenas as boas lembranças que o seu amigo deixou. Beijo grande

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  3. amar até mudar o mundo ou perder a vida é mesmo bastante amor
    lindo o texto.
    de uma sensibilidade tocante

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  4. Q forma gostosa de amar ... quero um amor assim pra mim \o/ hehehe

    Nooossa que lindo...de verdade ficou lindo...
    amei

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  5. Nossa...Quanta beleza tuas palavras encerram.

    Comoveram-me...

    Passeando por aí, encontrei vc, poeta, e sem pedir vou seguir aki!!!

    =D


    Carinhosamente,

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