domingo, 31 de outubro de 2010

MINEIRO, UAI!...

     Hoje é dia 28 e a vontade de dizer adeus a Belo Horizonte, não apareceu. Talvez neste sábado, ou no começo da próxima semana eu ligue os motores e voltemos à base. A minha turma é composta de três pessoas com direito a voto preferencial, por isso basta que um vote com o redator e a sorte está lançada. O empate não existe; faz-se alguma coisa ou não se faz. Dúvida não tem vez entre a gente.
No hotel, o café da manhã é um verdadeiro festival gastronômico, com frutas maduras e sucos naturais, café puro ou com leite, bolo de fubá, roscas de polvilho e biscoitos amanteigados, e no primeiro almoço; leitoa com tutu e torresmo. Pinga direta do alambique, à vontade. Gente agradável com voz que deveria vir com tarja preta, tal a doçura da voz, à nossa volta e uma brisa fresca nos acompanhou às margens da Lagoa da Pampulha, Cartão postal da cidade.
Eu não quero voltar a este lugar. Eu quero é morar aqui aonde o leite não tem cor de leite, mas de manteiga. Aonde o povo fala como falam os cantadores de viola, com pureza, bondade e beleza. Infelizmente os nossos, meus e da minha família, compromissos não podem esperar, caso contrário eu não entraria terra adentro, mas seria mais um mineiro, sim senhor.