quarta-feira, 13 de outubro de 2010

COMO OS GATOS

Com sete vidas, como os gatos, eu juro não ter nascido, mas três eu garanto ter, sendo uma longa para as minhas tristes amarguras, outra média para a minha imaginação e a última, a mais breve, para a minha felicidade. Na última vida eu tenho o amor e mesmo que ele desespere, ele é imprescindível, mesmo que eu demore para reconhecê-lo, porque a imaginação nem sempre se materializa, mas ele está em mim. Sonhar me faz fantástico e ainda que a vida a mim seja efêmera, tenha fim, o pouco que se tenha vivido já teria valido a pena por causa do mistério da certeza, da afirmação. Qualquer lugar deixa a impressão de ser melhor do que esse ja que se busca ser feliz, mas qualquer um outro é possível se eu estou comigo e assim a menor de todas as vidas compensa as outras, maiores.
silvioafonso

2 comentários:

  1. Gostei da divisão e do pensamento. Imaginava a "felicidade" como gotas. Hoje percebo que ela é um filete que eventualmente se torna enxurrada.

    O mistério sem dúvida é parte do sergredo.

    Abraço carinhoso,

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  2. Ah não sei Poeta...
    penso que
    uns tem muito mais que 7.
    Ja outros vivem uma só.
    O modo como se vivie é que é
    o ponto.
    Gosto de pensar na vida
    sendo uma e divida em ciclos.
    Esse de 7 anos cada...
    assim
    seguimos quase
    como a lua em fases...
    Gosto de pensar assim,porém não importa:se gatos, gotas
    ou ciclos,
    porque o importante
    é viver como diz a linda canção:
    "Viver e não ter a vergonha de ser feliz"
    e se possivel
    com bjins entre sonhos e delírios

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