terça-feira, 24 de agosto de 2010

EU NÃO SOU...


    Tu podes até dizer que  não sou teu conhecido, teu colega ou amigo, mas no fundo, no fundo, sou eu quem sabe o que verdadeiramente sou para ti. E se queres que eu te lembre não faças cerimônia pois eu ainda sou o vento que espalha a tua chama. A lágrima do teu pranto quando rola. O gol que te fez vibrar e a picada por onde a floresta dos teus desejos escapou. Eu não sou o sim ou o não, mas o talvez de todas as tuas incertezas. Eu sou as mãos que as tuas afagaram, a prece de quem não tem remédio, a extrema-unção da tua tristeza e a alegria que te mata.
Eu sou, enfim, o que tu quiseres e o que não quiseres que eu seja.