sexta-feira, 30 de julho de 2010

MENINA DOS OLHOS TRISTES

Ainda na adolescência rabiscava os seus primeiros versos. Rimava palavras e pensamentos e entre sonhos e delírios, escreveu o primeiro livro. Vivenciou o amor com o primeiro namorado e entre pontos e vírgulas, formou sua família, criou seus filhos. Os versos cresceram embasando novos paraísos, forjando vida e morte criando tramas na ficção e romance na realidade. Seus proventos advieram da literatura que antes era um passatempo, uma forma de expressar os sentimentos da menina que amava o vento, as flores e agora se entrega ao mar, às águas que lhe banham os pés toda vez que o procura para as suas queixas ou novas inspirações. Mar de amargura, onde chora as suas tristezas e de alegria ao partilhar as suas aventuras.
Entre aspas, parênteses, sonhos e delírios. Entre as flores, as dores, entre as pessoas, mesmo que pra ficar sozinha. Entre e bate a porta, entre as rochas, entretanto, entremente, na vida da gente.
Passam as horas, e o tempo passa. Arrasta os versos, as poesias, os contos de todos os dias. Suas lágrimas empoeiradas, secas de tempos atrás, não choram mais. Olhos arregalados no futuro, livros rascunhados, um, dois, as vezes mais, embaixo do braço para editar com grossas capas, personagem com outros nomes, outras histórias, pois as suas ficaram estampadas na alma, cujo corpo luta para manter-se ativo, belo, vivo, como antes vivia a menina dos versos rimados, que ficou pra trás.
silvioafonso

7 comentários:

  1. O melhor da vida é não deixa-la passar em vão!
    Mais que um bom FDS!
    Abraços

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  2. Vim te visitar.
    Estava lendo o seu texto,posso te falar uma coisa?
    É a minha cara.Os poetas são assim, leem a nossas almas e falam por nós.
    Parabénsssssssssss.
    Adorei de coração.
    Beijokas e uma linda noite.

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  3. quem dera todo palhaço falasse belo e sério como tu, poeta.
    abs

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  4. Um dia mostro uma foto de
    quando era assim menina...
    que interessante
    como parece...

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  5. Dobre a esquina da vida,
    deixe a vida do outro lado
    sorria e provoque o riso
    e se sorrir é preciso,
    mantenha o rosto pintado... e ria,
    ria, palhaço.

    A vida é um palco afinal
    e não faz mal
    se você está machucado
    és palhaço
    e palhaço pinta a cara
    pra esconder o que não sara
    aquela dor assassina
    que se deixa atrás da esquina
    escondida do outro lado
    -e ao final, junto com o pano,
    desce pra roubar-te o sono
    e a paz que tanto queria-
    pouco importando ao publico
    que foi embora
    que você ria ou chore,
    agora.

    Mas amanhã,outro dia
    acendem-se os refletores
    e outro público pagou
    pra rir e esquecer as dores
    não importa o que se passa
    atrás da máscara
    é preciso que sorria
    sorria e provoque o riso
    e se sorrir é preciso
    mantenha o rosto pintado...e ria
    ria, palhaço!

    Meu abraço, palhaço poeta!

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  6. Parei aqui...
    exatamente aqui no que chamo de trabalho mais que é puro devaneio

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