quinta-feira, 1 de julho de 2010

CALAR, NEM PENSAR

Feche os olhos e deixa fluir a verve. Fale como quem fala com os seus próprios botões. Botões rosas da gérbera, botão roxo avermelhado do maracujá, branco do crisântemo, com o botão verde azulado da flor de lótus ou o vermelho brilhante da lis. Fale sem medo de errar, quer na verdade duvidosa, quer na norma culta da língua. Fale dos seus medos, de suas dores. Fale dos seus sorrisos, dos seus desamores. Fale de você, de sua primeira vez, de como foi e como fez. Fale, pois o tempo é curto, assim como a vida não é longa. Descreva o tempo, o seu momento de sozinha, de solteira, de solidão. Fale dos seus atrevimentos, se é que se atreveu pelo menos uma vez. Fale de quando você disse não, quando pretendia dizer sim. E quando você disse o que não devia, sofreu por isso ou foi o melhor momento que você viveu?
Fale portanto e não gagueje. Livre-se dos tabus e dos arrependimentos. Fale como se fosse uma prece ou a sua última vez, mas não se cale para sempre.
silvioafonso

4 comentários:

  1. Já te "disse" que adoro estar aqui??
    Pois é amo !!!
    Mil beijos!!!!

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  2. E viva a ficção!
    Olha isso!
    Tudo é publicavel...?
    Bjins entre sonhos e delírios

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  3. Olá meu amigo , tudo bem?Vim matar as saudades desse seu cantinho sempre tão interessante e maravilhoso!!Um ótimo final de semana a você!!Beijos!!

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  4. LINDO TEXTO!!!

    Gostei muito do que escreveu em meu blog;por isso estou aqui. Pela primeira vez falou comigo em forma de 'concha'...

    BEIJO! Tenha uma ÓTIMA semana de muita LUZ, AMOR e PAZ!

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