sexta-feira, 30 de abril de 2010

DEUSA OU PEDRA PRECIOSA?…


Entre os desejos que eu mais respeito estão o arrebatamento 
e a escravidão, mas o amor é o que me põe de joelhos.  Não me refiro ao amor de uma deusa ou de uma princesa que aplaudisse os meus gestos ou as palavra que eu dissesse, mas de um amor que transcende a singularidade da alma. Um amor inteligente que distingue o choro, do pranto.  E o sorriso, da felicidade. Um amor que discerne entre o rico de bens e o pobre de espírito. Que enxerga a distância entre a misericórdia divina e a  misericórdia de um golpe desferido. Isso porque o amor não é o sentimento que caminha sobre as águas de um riacho, mas pelos labirintos da alma como os  mineiros na escuridão das minas de carvão aonde vivem, trabalham e morrem.
S
e eu pudesse amaria como amam os passarinhos,

 despidos de todas e quaisquer maldades, cantando em bando para quando chegar a  hora morrer olhando as estrelas, mesmo que, como os outros animais não saiba que passarinho que canta também morre, não de tristeza, mas por ter cumprido o legado que recebeu. Eu queria muito viver uma vida como esta para esverdear  as matas e os oceanos e descansar sob as estrelas o cansaço de um corpo repleto de amor.