terça-feira, 13 de abril de 2010

BILLY ECKSTINE....


     Enquanto os amigos se vestiam de jaqueta de couro, calça jeans apertada, botinha sem meia e sempre que possível levava um violão consigo, o cara a quem presto as minhas homenagens, não estava nem aí para tais pessoas que imitavam os artistas ou quisessem se parecer com com eles, com James Dean, Elvis Presley e outros de sua época.
Billy Eckstine, mulato magro, voz grave e doce, no entanto, apresentava-se nos palcos do jazz das cidades americanas. Este cantor acabou por virar a cabeça do meu homenageado. O cantor não era o mocinho das telas, porém qualquer cantor ou músico gostava de dividir o palco com ele e isto chamou a atenção do jovem que a que eu me refiro e que, por sua vez, tentava dublar os artistas do rock nas pequenas rádios.  Billy Eckstine, no entanto, despertou de tal forma a atenção do rapaz que ele veio a  trocar o seu nome pelo do jazzista.
Hoje, muitos e muitos anos depois, eu tenho a doce lembrança daquela época. Não que eu a tivesse vivido, mas tomei conhecimento da jornada que os adolescentes viveram naqueles dias quando Billy Eckstine cantava para o povo de todo o mundo, inclusive para um jovem loirinho que, inspirado por sua melódia, até seu nome o rapaz trocou.