quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

MORANDO NO JARDIM…

Talvez você voe para outra flor,
pois que voe, que transmute. Que
viva como as borboletas, com fase,
mas, sem rumo e sem rota.
Sai de casa, Caramujo! Venha
atender à porta. Mostre-me como é
a tua vida, reta, quase certa ou torta.
Não te esqueças de deixar um pouco
deste mel para o meu deleite, mas da
cera, que faças bom proveito, seu
zangão que lambe a rainha para
no tesão da tua fêmea morrer em
agonia.
Versos sem graça, de criança
inocente, de palhaço de rua.
Mesmo que não tenhas bom senso,
não rias à toa, pois quem sente dor
chora em qualquer tom. Nos acordes,
nas rimas ou no canto, refrão.
Eu já não tenho prazer em rir
ou em chorar. Grito prosa, silencio
verso, pois sou um vagabundo que
picha muros e grafita almas.
Tranco-me na lembrança de todos
para viver no sonho de cada um.
silvioafonso

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