segunda-feira, 23 de março de 2009

A CRISE FINANCEIRA E O MEDO DE RESISTIR.

Quando o exército alemão (CRISE ATUAL) avonçou em todos
os sentidos provocando na França a Grande Debacle (derrota).
André Maurois, um escritor que foi testemunha do desastre e
notificou o mundo mais tarde que de todas as aldeias da Bélgica
e do norte da França, uma imensa coluna humana começou
a se movimentar para o sul, para dentro do território francês,
em busca de abrigo (Principalmente o povo pobre brasileiro).
Homens, mulheres, idosos, crianças e adolescente em fuga,
atravancaram as estradas da região. Os reforços que foram
enviados para tentar conter as linhas de penetração alemã
(O Brasil com sua gente que reclama, mas não se curva diante
do perigo), tiveram que antes enfrentar a massa humano que
não parava de crescer (A fé de nossa gente e a sua vontade
de liberdade). Era uma triste paisagem. Um povo inteiro fugia
perante o invasor (Os gananciosos vendem, barato, as suas
ações e os especuladores compram para se tornarem iguais).
Ninguém parava para resistir, sequer esboçavam um gesto de
defesa (Reclamar sem nada fazer não é pertinente). A França
caminhava com seus próprios pés para o colapso (Os Bancos
da Europa, Ásia e das Américas). No quartel general francês,
conscientes do desastre nacional, os oficiais se abraçaram e
choraram, como choram, agora, os responsáveis pela Crise sem
tamanho que quebram, da planta, a folha nova que nascia.

silvioafoso

quinta-feira, 19 de março de 2009

PONTO DE CRUZ.

CLODOVIL conseguiu, à sua maneira, trazer ao conhecimento
do público brasileiro um jovem cantor americano de voz suave,
aveludada. Fez isso agitando o telespectador no seu programa
"A CASA É SUA" e, quando afirmou que no filme,
"CINEMA PARADISO" o cantor emocionava a qualquer um, fez
o público correr para comprar o CD, que não constava do catálogo
de qualquer loja, assim como espichou as filas nos cinemas.
JOSH GROBAN que eu já ouvia para sonhar teve mais espaço na
minha admiração quando eu comecei a entender o amor. O Josh
que hoje ouvimos com o coração é um trabalho do apresentador.
Clodovil antes dos sessenta anos não havia falado, abertamente,
sobre a sua homossexualidade. Ninguém tinha dúvidas, claro,
inclusive ele seria, na época, o porta-bandeira da militância.
Homem de vida pública, com passaporte à mídia a qualquer tempo,
poderia ter sido um grito em defesa do diálogo aberto com a
sociedade sobre os direitos da “classe”. Não o fez talvez por causa
dos seus fantasmas que arrastavam correntes no assoalho
barulhento de sua alma ou talvez não o tenha feito por vontade
própria, mas por medo da contestação do seu público ou da sua
ignorância, nesta área.
Hoje as revistas e jornais fazem homenagem póstuma ao
apresentador, artista da costura e político que deixa o seu lugar
para outros, mas comigo fica, tão somente, a lembrança do
irreverente mágico da costura.
Descanse em paz, costureiro da fama, apresentador da gama,
político da passarela.

silvioafonso

terça-feira, 17 de março de 2009

A CHAMA DO DESEMPREGO.

Uma empresa para contratar você precisa dispor do valor do
seu salário e a ele somados, obrigações sociais como, Previdência
(INSS) e FGTS, assim como outras despesas; férias, feriados,
aviso prévio e décimo terceiro. Uma empresa para contratá-lo
tem o custo de 102,43% sobre o salário que pagaria a você. Este
cálculo é feito por alguns economistas e contestado por outros
que alegam a soma das férias e descanso semanal ao salário
propriamente dito. Mas se considerarmos apenas as obrigações
sociais que incidem sobre a folha de salários, o custo de cada
contratação é de 35,8%. Isso é maior do que todo o custo da
folha no Japão, que chega a 12%, e nos EUA, de 9%.
A despesa de contratação é tão alta no Brasil que induz o sujeito
a comprar produtos no Paraguai para revenda ou a outros tipos
de informalidade. Induz ao desemprego, como no seu caso, a
automação (dispensa da mão de obra humana) e a sonegação
na área previdenciária, que ainda é muito grande no País. São
absurdos os gastos que as empresas têm e ainda contam com
a burocracia.
A crise desemprega, mas não é desculpa para enfraquecer já
que as negociações temporária, entre todos, podem ser uma
alternativa e por falar nisso; vamos ao circo para não ver
desempregado, como você, o palhaço das cambalhotas precisas
e das histórias tristes que fazem rir e chorar os empregados e
patrões, políticos e vagabundos.

silvioafonso.

sexta-feira, 13 de março de 2009

HOJE,ainda, É O DIA DA MULHER.

A mulher é tudo isso que se tem falado, talvez até um pouco mais.
A mulher tem o privilégio da igualdade; todas são belas,

inteligentes, perfeitas, mas o homem não. Ele se define como novo
ou velho demais. Por um instante um se considera sábio e o outro
muito feio. Um é feliz, mas o outro não tem estudo ou emprego.
Uns derrotam os seus adversários numa competição, mas a maioria
fracassa quando está diante de um simples problema. Só uma coisa
o homem sabe que tem melhor que a mulher; é a humildade de
saber-se inferior, de entender que o raciocínio lógico não é a sua
máxima e por isso oferece flores, perfumes, bombons e jóias para
uma mulher, que nem sempre é a mais inteligente ou a mais bonita,
não é a sua ou não será jamais, porém olha nos seus olhos, se curva
diante dela e lhe beija os pés.

silvioafonso

segunda-feira, 9 de março de 2009

TODOS OS DIAS TÊM A SUA CARA, MAS COM OUTRO JEITO.

Nesta semana foi comemorado o dia da mulher e, até parece que
ela tem direito a um dia dos muitos que tem o ano. A ela
deveriam ser dedicadas todas as horas de todos os dias de todos
os anos, mas não tem sido, aliás, nunca foi assim ou mesmo
parecido. Neste dia em que ela poderia realizar todas as suas
vontades e os seus sonhos, não consegue mais que um almoço,
um beijo ou um sorriso. Hoje, depois de todas as “festas”,
abraços e promessas eu revejo a mulher com o mesmo avental
e o mesmo olhar debruçado na distância enquanto a sua presença
cumpre com o seu legado.
Dia da mulher. Mês da mulher. Vida de mulher.
Mulher que me deu o ventre, generosa terra adubada onde
semeei os meus filhos e esperei que se formassem. Mulher que
não viu o seu dia, os seus meses a sua vida. Mulher que cuidou
da criança de dia e por toda a noite, sem dormir. Que cuidou da
casa, do marido, da comida. Mulher macho, quase capacho, mais
forte que o homem que se fez marido e pai dos filhos que lhe deu.
Mulher de brilho nos olhos, vergonha na cara, que não compra e
não se vende, mas se rende a um simples sorriso por detrás de
uma flor, que seja de quem criou esta data ou, de qualquer outra
pessoa, que for.
silvioafonso


sexta-feira, 6 de março de 2009

Na sala de aula. Outra vez...

Você opta por estudar letras e eu comunicação. Tempos depois
ela deitou os seus olhos, verde água, por sobre a cátedra da
pedagogia e eu escrevi sobre você, sobre a didática em uma
nova concepção, segundo os seus métodos melhorados. Você
recebeu as flores, a beca e a chave em forma de diploma que
lhe abriu todas as portas, mas, aí, quem volta às salas de aula,
sou eu. Eu queria saber mais, queria estudar o comportamento
psicológico das pessoas, eu queria entender a dor sem chagas
e as lágrimas noturnas da alma. Eu precisava saber o porquê
da doença ser a forma da pessoa expressar um sofrimento e
o porquê do corpo ser a via de escape para a sobrecarga
psíquica.
Abraçado ao meu novo tesouro, em forma de livros, eu avancei
sala adentro e escolhi, não o melhor lugar, porque nele está
você, mas um lugar onde, principalmente na classe eu fosse
o primeiro, o primeiro na pretensão e nos desejos. Nós dois,
eu e você outra vez, mas agora juntos, com a luz do
conhecimento somando forças e sacrifícios em busca do
entendimento e da razão, da justiça e dos caminhos por onde,
às cegas, caminha a humanidade.

silvioafonso
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