terça-feira, 8 de dezembro de 2009

NA HORA AGÁ...

DESNUDA era a página onde eu repousava toda a minha atenção quando a net saiu do ar. Li com calma, sem pressa. Sonhei nos devaneios da poeta. Bebi dessa leitura pra perder o senso e o siso, perdi o endereço do juízo e num corajoso voyeur, eu me tornei. Vi, ali, a paz se dissipar. Vi o fogo se alastrar queimando nela os seus pecados. Com a língua em chama os seios foram lambidos como o resto do seu corpo. Senti o cheiro do desejo, destemido jazi despido e a parte mais sensível do meu corpo, com as próprias mãos eu agredi. Sem noção ou razão eu lia o que foi dito. A invasão do meu corpo era um atrito e a fricção jorrou no ar o sumo de um homem que tem o nome agregado ao sobrenome e com o retorno da Internet eu despertei.
silvioafonso.

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