Esta febre que incendeia o corpo cozinhando os pensamentos. Calor que sufoca, maltrata ou mata. Angústia de ter feito certo, mas saiu errado. Sentimento de fracasso atormentado. Guerreiro arrependido de ter matado quando queria ter morrido e agora roga a morte em detrimento de sua vida acovardada. Matar a sede de um abraço, de um beijo. Matar a saudade de alguém querido, distante. Matar a fome, matar o nome, matar, matar, matar. Não se quer morrer só por não ter razão, mas já que se vive a razão dos outros, por que matar então? Eu não advogo em causa própria, por favor entendam! (isto é só um texto) Mas por que viver se até o sol morre em todo entardecer para despertar bonito e sem culpa em cada aurora? Não quero ser o meu próprio carcereiro, assim como não quero ser o réu dos seus doces devaneios.silvioafonso.
4 comentários:
Olá Silvio.
Obrigada pela visita e pela receita do Bolo do Amor.
Pelo teu blog pude notar quanto amor e beleza tem dentro do teu coração.
Com certeza virei visita-lo outras vezes.
beijos
Adoro o que você escreve.
Beijos.
Talvez quando de fato temos coragem de sentir todos os nossos mais profundos devaneios, deixamos de ser "réu" e nos transformamos sim, em "heróis".
Abraços
Mas nem td acaba ou morre,apenas transforma-se...
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