Poucas são as mulheres que debruçaram na cátedra da vida apregoando sua força e a sua dor, e as que o fizeram se calçaram em rimas ou versos de forma que dissessem o amor sobre todas as coisas. Um amor com o delírio da música, com o cheiro da flor ou um amor que esculturasse o corpo e a mente sem abrir mão dos sonhos e da fantasia. Clarice Lispector, Cassandra Rios e você, que do alto deste morro me cobre os dias com a luz verde do seu olhar, todas deram a cara às fotos e aos fatos, aos ditos cochichados e aos fatos consumados.Olhos brilhantes, às vezes com riso, sem rancor ou medo. Português da culta norma num labirinto estreito da gramática, pragmática, religião que permitissem a música das cores e das sombras numa liberdade de supremo encantamento, suspense, narrativa da força dos desejos e do amor da bela e audaciosa mulher que ama sem esconder do público o seu sentimento, nas palavras fortes que macula a alma e deixa cicatriz, mora a verdadeira mulher moderna.
silvioafonso
3 comentários:
Bom dia Palhaço Poeta.
Vim conhecer seu espaço e o encontrei carregado de bons textos e sentimentos expressos de forma muito agradável.
E, como não gostar também de Clarice Lispector?
Obrigada por seguir meu blog que é seu também.
Volte mais vezes com seus comentários inteligentes e preciosos pontos de vista.
Bj
Eu li e tentei imaginar essa mulher...
E como pode existir alguma mulher que possa se encaixar completamente nessa descrição maravilhosa?
Temos de ser muitas e as que puderem expressar o melhor de si farão parte desse corpo.
Dando vida a pessoa que você descreveu.
Beijos.
Que legal! Gostei dos seus textos e de sua resposta no meu blog!
bjbj
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