terça-feira, 13 de outubro de 2009

O AMOR DELA E O MEU, PRÓPRIO.

Do suor que regou teu corpo tu lavaste todas as minhas lembranças.
Vejas nestas marcas roxas que fizeste no meu coração com a força dos teus desejos. Elas são de força diferente da força do amor que tu fizeste em mim nascer. E a minha alma, que esfacelada se julgava morta desperta com um grito surdo, intenso, quase mudo, no interior do peito que abrigou teu medo, teu beijo e o amor que me faz vivo?
Se a nudez que descobriu meus sonhos e agora os deixa frios, sós, desprotegidos, descobriu também esse rosto que latente se mostra sorridente em minha mente embaçando os pensamentos obscuros desta dor que me fizeste. Digladio contigo desesperado e já nem sei por quê. Talvez eu busque essas respostas, como buscam as lágrimas furtivas dos meus olhos um canto para morrer e nesta morte eu tento matar o que me causa amor, me afronta com o irônico do seu sorriso, na distância que ele mesmo provocou.
silvioafonso

9 comentários:

  1. Um texto de revolta contra quem não cuida da gente, mas poeticamente muito bonito!
    Um abraço

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  2. .

    Ah, este meu lado querido, sofrido
    de cuja inocência fiz o meu castelo.
    Obra de infinito tempo, de base
    firme e cobertura livre virada
    para o nascer do sol, e por isso
    mantém aconchegante os
    sentimentos que eu trago em mim.
    Ah, este lado romântico, bem
    resolvido e correspondido pelo
    que fui, pelo que sou. Reinado de
    piscina vazia de lágrima e de
    plateia viva e feliz que se deixou
    cobrir pelo manto verde de um
    certo olhar de quem pulsa em
    minhas veias como o ópio varrendo
    o corpo, fazendo triagem no coração
    para adormece na minha alma.

    silvioafonso.




    .

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  3. Sempre serás um de nós!

    Isabela Xavier!

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  4. Essa maravilhosa mistura de sensações e sentimentos que certas pessoas nos causam e marcam nossa mente como se fosse uma cicatriz da infância.
    Na lembrança a dor e a queda e o prazer na brincadeira.

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  5. Nada como a intensidade do escrever/viver!

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  6. "Digladio contigo desesperado e já nem sei por quê. Talvez eu busque essas respostas, como buscam as lágrimas furtivas dos meus olhos um canto para morrer e nesta morte eu tento matar o que me causa amor, me afronta com o irônico do seu sorriso, na distância que ele mesmo provocou."

    E digladio-me sim. Entre viver com dor e morrer de Amor...

    Beijos mil, Silvio!!!

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  7. .


    ...Digladio contigo desesperado e já nem sei por quê. Talvez eu busque essas respostas, como buscam as lágrimas furtivas dos meus olhos um canto para morrer e nesta morte eu tento matar o que me causa amor, me afronta com o irônico do seu sorriso, na distância que ele mesmo provocou.

    silvioafonso.



    .

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  8. sILVIO,
    Achei lindo demais seu poema,
    parabéns..
    Uma linda semana para ti
    passa por meu blog para pegar po mimo que tenho para meus amigos..
    beijo

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  9. "Digladio contigo desesperado e já nem sei por quê. Talvez eu busque essas respostas, como buscam as lágrimas furtivas dos meus olhos um canto para morrer e nesta morte eu tento matar o que me causa amor, me afronta com o irônico do seu sorriso, na distância que ele mesmo provocou."

    Realmente, salvo...

    Uma bela obra eu diria,
    muito bom esse trecho.

    Abraços... Belo canto,
    volto mais vezes se possível.

    Até.

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