quinta-feira, 7 de maio de 2009

ELA FOI EMBORA E, EU CHOREI...

... E ela partiu, foi embora da minha vida sem
dizer nada e olha que vivíamos felizes, sem
brigas, sem cobranças e se um saía o outro
ganhava um beijo e a rota dos seus passos.
Eu vivia criando motivos para presenteá-la com

flores já que as mais cheirosas e as mais belas
eram as suas preferidas. Ela não se importava
se não fossem rosas, mas eu escolhia as maiores
e bem vermelhas. Eu fazia questão de mandar,
com as flores, um cartão com o seu nome
desenhado, assim como desenhada ela foi na tela
da minha vida. Como eu gostava dela... Gostava
e gosto. Todos na minha casa sentiram muito com
a perda e eu não me conformo. Partiu sem deixar
pista, uma palavra com duplo sentido, um bilhete
falando do gato que subiu no telhado ou um
recado que o vizinho mais próximo pudesse me
dar, mas, nada. Ela foi embora da mesma
maneira que chegou; sem dizer uma palavra,
mas me causando risos e agora lágrimas. Eu
não queria fazer público do vazio que me corroi
o corpo e congela a minha alma, mas não tenho
e não sei como calar e é desta forma eu me
despeço dela, com todo o meu carinho e a
grandeza do meu amor. Eu sou, como VOCÊ dizia,
o melhor e o mais fiel de todos os seus NETOS e
por isso a perda ficou desse tamanho.
silvioafonso
(Foto da Internet)

9 comentários:

  1. Todas as perdas são doloridas mas algumas ainda deixam saudades grandes demais.
    Sobre sua observação lá no meu blogue, tem razão.O meu erro foi porque estava mal informada.Vou postar m novo texto sem fazer referência a numero de projeto.

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  2. Essa saudade, essa falta.
    Às vezes me pego pensando em meus avós (principalmente os maternos que foram mais próximo) e m esqeço completamente que eles já de foram.
    Coisa mais estranha, eu peso e consigo lembrar do cheiro e bolo da minha vó, do cigarro "Mistura Fin" que meu vô fumava.
    Vejo exatamente a nossa imagem em volta da mesa tomando café da tarde (ah! qu saudae de café da tar), um hábito que se perdeu.
    E a gente chora mesmo, basta recordar.
    Abraços

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  3. Wow un Blog de Brazil, nunca había visitado uno.

    Leo y trato de entender, pero lo siento, el portugués no es lo mío.

    Saludos!

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  4. Não deve se calar. Grite msmo! O público desse vazio abraça a justa causa de sua dor... =)

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  5. Abençoado aquele que parte sem dor, que vai embora assim como veio um dia, porque não pertencemos a este mundo.
    Um abraço e boa semana.

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  6. Como calar? Bem sei, algo tem que registrar que existiu. Não, que existe. Em algum lugar que ainda não sei onde.
    “…para onde vai a luz quando a vela é apagada com um sopro?”
    Ou…
    “…o fato espantoso é que o dia desaparece…
    …os nossos dias sumiram silenciosa e eternamente.”
    Em Algum Lugar do Tempo.

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  7. .

    MAGUI:
    Estou vermelho de vergonha. Eu juro que não tive a intenção da correção, mas quis ser engraçado e acabei assim, desta cor.

    CODINOME BEIJA-FLOR:
    Maternos, também eram, os meus, mais queridos, porém o tempo os comeu, como come a tudo o que vê e só não dá cabo da saudade que fica, enquanto ele, o tempo, comigo não acaba.

    ULISES:
    Es un placer tenerlo conmigo.
    Gracias.

    LIZA LEAL:
    Então eu não me calo, pronto!
    Vou seguir as suas ordens, porque você fala bem e sabe o que diz.

    SONIA SCHMORANTZ:
    Eu acho que não sofreu, mesmo. Aliás, os anjos não sofrem, assim como não morrem; eles mudam de estágio e a minha avó, querida, foi congraçada por Deus.

    CORAL:
    Eu não sei para onde vai a luz depois da vela, assim como não sei aonde enterram os dias que morrem. Destes mistérios eu só quero a literatura dos versos e nada mais.

    silvioafonso.




    .

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  8. Sílvio, te encontrei la na Meiroca e vim te3 visaitar. Gostei de seus escritos.Esse me lembra algo do meu passado.Algo tao doloros, Silvio...mas que passou.No etnanto...deixou tantas marcas...
    bjs e dias felizes

    www.graceolsson.com/blog

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  9. Gosto bastante do seu blogue. Foi uma óptima descoberta.
    Obrigada por seguir o meu... eu não vou perder mais o seu de vista.

    Beijo,

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