quinta-feira, 27 de novembro de 2008

A PORNOGRAFIA DE OLAVO BILAC.

Nua, mas para o amor não cabe o pejo Na minha
a sua boca eu comprimia. E, em frêmitos carnais,
ela dizia: Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!
Na inconsciência bruta do meu desejo Fremente,
a minha boca obedecia, E os seus seios, tão
rígidos mordia, Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.
Em suspiros de gozos infinitos Disse-me ela, ainda
quase em grito: Mais abaixo, meu bem! ? num
frenesi. No seu ventre pousei a minha boca, Mais
abaixo, meu bem! ? disse ela, louca, Moralistas,
perdoai! Obedeci…

[Eu, silvioafonso, fiquei sabendo que ficou famoso o papelucho deixado por Emílio de Menezes para o epitáfio do amigo: "Bilac esta cova encerra. Choram sacros e profanos... Muitos anos coma a terra, a quem comeu tantos ânus!"].

[Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac]

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