segunda-feira, 24 de novembro de 2008

FRIEDRICH NOS MEUS SONHOS.

Nesta manhã eu despertei dizendo versos de um poeta do século
dezoito.
Meditei em pensamentos de Descartes e de Pascal e num instante
vi brilhar a trilha do meu Deus em meio à vida que eu levo na
truculenta monotonia deste tempo de cegueira espiritual. Como
não haveria de ser eu um mísero ser triste e só em meio a um
mundo de cujos objetivos não compartilho e de cuja alegria não
me diz respeito? Estou convencido que não sou um artista da
agonia, não sou, no sentido da palavra de Nietzsche, um criador
de sofrimento.
Devo admitir aqui uma observação psicológica, embora eu saiba
muito pouco sobre a minha própria existência e olha que eu
tenho ótimos motivos para crer na bondosa e severa educação de
meus pais e professores que devotos, fundamentavam a educação
na desobrigação da vontade e do prazer. Caráter e honradez
eram a base do ser melhor. Levantei, banhei o corpo e o
alimentei para um novo, mas não diferente dia de minha vida.

silvioafonso


2 comentários:

  1. Tudo é por vezes um grande tédio.

    Aprendiz

    ResponderExcluir
  2. Aprendiz, e por outras vezes, seria também ou não?

    ResponderExcluir


Diga o que quiser do jeito que você souber.




.