sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A MULHER FATAL, DE OLAVO BILAC.

Recordo, ao ver-te, as épocas sombrias Do passado.
Minh'alma se transporta À Roma antiga, e da cidade
morta Dos Césares reanima as cinzas frias;
Triclínios e vivendas luzidias Percorre; pára de Suburra
à porta, E o confuso clamor escuta, absorta, Das
desvairadas e febris orgias.
Aí, num trono erecto sobre a ruína De um povo inteiro,
tendo à fronte impura O diadema imperial de Messalina,
Vejo-te bela, estátua da loucura! Erguendo no ar a mão
nervosa e fina, Tinta de sangue, que um punhal segura.

2 comentários:

  1. Erotismo dramático demais. Parece até que o poeta não quer ter essa paixão de verdade, ele que mais chamar a atenção para seu ( dele ) sentir , tão somente.

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  2. .

    A ferida é quase aí, mas não dói quando falam e sim quando tocam.

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