sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A MULHER ...

Era mais bela! O seio palpitando... Negros olhos as pálpebras
abrindo... Formas nuas no leito resvalando...
Não te rias de mim, meu anjo lindo! Por ti – as noites eu velei
chorando, Por ti – nos sonhos morrerei sorrindo!

A MULHER FATAL, DE CASTRO ALVES.
Como teu riso dói... como na treva Os lêmures respondem
no infinito: Tens o aspecto do pássaro maldito, Que em sânie
de cadáveres se ceva!
Filha da noite! A ventania leva Um soluço de amor pungente,
aflito... Fabíola!... É teu nome!... Escuta é um grito,Que
lacerante para os céus s'eleva!...
E tu folgas, Bacante dos amores, E a orgia que a mantilha te
arregaça, Enche a noite de horror, de mais horrores...
É sangue, que referve-te na taça! É sangue, que borrifa-te
estas flores! E este sangue é meu sangue... é meu... Desgraça!