terça-feira, 11 de setembro de 2007

COZINHANDO COM AMOR.



Entre o calor das panelas que no fogo dourava os temperos
dando nome e sobrenome aos pratos e os olhares curiosos
dos amigos eu ficava das oito horas à uma da tarde
cozinhando.
Por todos os caminhos que poderiam me levar a hospitalidade
e ao desejo de bem servir eu caminhei. Suei, mas não perdi o
sorriso do amor que em meu rosto brilhou quando conheci
você.
Você, tal qual reflexo de um andante nas areias do deserto sob
o sol desse meu Deus, não se afastava ou me confundia. Mesa
posta, arrumada e bonita, almoçamos depois da prece. O sabor,
talvez um dos melhores. A cor, quem sabe sem igual? Mas
ninguém se dispôs a dizer do sacrifício, se é que teve. Dos
momentos perdidos, se é que se perderam ou do sorriso que
me lambuzava a cara, que de fato lambuzou para dizer o porquê
dos "hum" que escapavam entre uma garfada e outra.
Nós, eu e o meu amor, nos entreolhamos e num sorriso de
entendimento cúmplice nos abraçamos e beijamos, pra depois
comer.

silvioafonso

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