quarta-feira, 29 de agosto de 2007

DELÍRIO, SONHO OU FANTASIA?



Vibrava, a minha intuição, como um alarme de incêndio e eu corri como ninguém. Viajei três horas sem descanço,
tirei a camisa, sapatos eu os joguei longe e tropecei nas calças.
Esqueci das meias e corri pro quarto. Ela estava ali deitada,
nua por saber-se só, parecia dormir. Tive ímpetos de me atirar por sobre aquele
corpo lindo, mas a tempo, travei o meu desejo para olhar...
Namorar... Lamber com os meus olhos todas aquelas sinuosas curvas, mas eu não
resisti ao volume que as suas coxas não deixavam esconder.
Delirando eu me sentei ao lado dela e sem perder nenhum detalhe eu acariciei
seu rosto, desci pelo pescoço e deixei ali um beijo.
Corri a mão pelos seus ombros e estacionei no seio. Seio liso e quente,
aveludado como a pele de um anjo, macio como os lábios da cabocla e eu o
engoli. Lambi um e a um enquanto os meus carinhos buscavam pelos relevos que as suas coxas espremiam.
Ali eu descansei a minha boca. Permaneci na confluência das duas pernas na
altura da virilha e eu as separei. Nem um gesto, um movimento ela fez, sequer.
Desgarrei uma coxa da outra e entre elas eu depositei
a minha boca. Tive febre e ardiam em chamas os meus lábios.
Fogo que eu passei para o lugar que eu lambia. Esfregava nela
devagar os meus loucos desejos. Abri o seu pecado e mordisquei o botão
dos sonhos dela, que não resistiu. Abriu-se em duas, arreganhou a
sua vida e deu à luz ao impossível para não abortar o sonho.
Mordi as suas coxas, para me perder no
labirinto do amor maior onde nasceu,
germinou e cresce o conhecimento e as vontades de um corpo
que não vê fronteiras, não tem parâmetros, nem tem limites.
Urros, berros, palavras sem ordem e eu me perdia. Não sabia
meu nome e nem se eu era o homem ou a mulher.
Se eu era um pássaro ou um selvagem animal eu não sabia.
Andei em círculo, voltava aos pontos de partida e de chegada
Mamei seu sexo e esqueci meus sonhos,
deitei entre os seus seios e dormi nas coxas dela para despertar em tempo de saber o meu apêndice abocanhado
por uma serpente. Passei a guarda e cravei
o que trazia na metade do meu corpo, um fardo grande, grosso, escomunal do meu vigor na sua alma...
Num grito me liberou rijo como a rocha em
busca da gruta onde abrigou-se, fugiu daquela boca quente e
gulosa e lá entrou sem bater. Entrou sem saber se o espaço estava livre
e num supremo esforço fez-se maior e dividiu o espaço
com os ansêios e os desejos. Deixou na mulher amada, uma puta adorada que eu bati na cara, um riso amarelo,
e no sexo um rosado sem medidas e sem
perdão. Fechou-se em concha, cravou as unhas na palma das
próprias mãos, crispou o cenho e num grito de vitória, de agonia
e quase dor viu o orgasmo explodiu pelo seu corpo e nele
permaneceu por toda a noite e só ao amanhecer lembrou-se do
sonho, enquanto eu sorrindo, virei para o outro lado e novamente
adormeci.

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