segunda-feira, 27 de agosto de 2007

MEU PAI...


Eu me lembro bem, como se fosse hoje, o meu pai deitado
com acabeça escondida entre as mãos e o travesseiro.
Eu, menino e feliz corria e me jogava sobre a cama em cima
dele. Eu ficava sem saber o que fazer com as desculpas que
ele me dava ao dizer terem caído uns ciscos em seus olhos e
com eles vermelhos, me abraçava, beijava o meu rosto e
sorria pra mim.
Hoje eu sei como é difícil esconder o pranto que não quer
cessar. Como é difícil não chorar para não ter que explicar as
lágrimas.
O meu pai chorou por não ter o mínimo necessário pra nos dar
e eu choro por coisas que não sabia existirem no meu peito e
que agora me sufocam e me fazem, tão triste.
"Meu pai!
Saudades enormes de você.
Faço tudo para ser igual, mas vejo-me tão distante dos seus
passos que penso, até, em parar de caminhar".

silvioafonso

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